O exercício físico é apontado como eficaz para melhorar as estruturas e funções do sistema nervoso de idosos.

Há muito que são conhecidos os efeitos da prática de exercício físico na melhoria da condição física dos indivíduos, desde crianças a pessoas idosas. Mais recentemente, os estudos têm focado a sua atenção para as melhorias nas funções neurocognitivas adotando a prática regular de exercício físico.
Especialmente nos idosos, os estudos demonstram benefícios do exercício aeróbio nas funções cognitivas, cardiovasculares, na mobilidade e no equilíbrio. Estas práticas podem inclusivamente prevenir ou ajudar na recuperação funcional de um lesões cerebrais, traumatismos cranioencefálicos ou acidentes vasculares cerebrais.
O conhecimento dos processos anatómicos e fisiológicos que ocorrem no sistema nervoso central aquando do processo de envelhecimento tem vindo a permitir ações específicas de promoção, prevenção e recuperação da saúde e funcionalidade nesta população.
Com o avançar da idade o cérebro tem a tendência a apresentar uma maior atrofia nas regiões do hipocampo, córtex frontal, parietal e temporal, regiões estas relacionadas com funções de memória, motricidade, planeamento do ato motor e associação de informação. Esta atrofia pode ser retardada com a prática regular de exercício físico, permitindo ao idoso que recupere uma parte significativa da sua funcionalidade ao nível da independência funcional, autonomia, autoestima, qualidade de vida, diminuição do risco de queda e da própria mortalidade.
De uma forma geral, o exercício físico é apontado como eficaz para melhorar as estruturas e funções do sistema nervoso de idosos. Com variações na frequência e intensidade, o exercício aeróbio é o mais usado, apresentando provas caras na sua importância para a melhoria das estruturas e funções do sistema muscular e cardiovascular, da mobilidade, do equilíbrio e do padrão de marcha.´
Numa faixa etária em que a perda funcional ocorre a uma maior velocidade é de extrema importância que as pessoas idosas adotem um estilo de vida promotor da autonomia, promovendo a sensação de bem-estar e a melhoria da qualidade de vida. Neste sentido a alimentação saudável e a prática de exercício físico adequado à faixa etária devem ser uma rotina.
Drª Sofia de Matos Silva, Neuropsicóloga SH2Me Medicina Integrativa
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