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Neuroplasticidade e Transtorno de Ansiedade Generalizada

Sofre de ansiedade e stress? Familiarize-se com estes temas!


O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é uma patologia muito comum e usual no século XXI, requerendo inferir o limite entre a ansiedade normal e a patológica, ou melhor, analisar quando se enfrentam as situações comuns de stress e ansiedade e, quando se vivencia o sofrimento patológico do TAG, ou seja, o sofrimento frequente, duradouro e prejudicial para o desenvolvimento das relações e atividades quotidianas, o que torna essencial realizar mudanças e ajustar padrões, evitando assim o progresso da doença, bem como as comorbilidades que podem acompanhá-la, requerendo a contribuição da neuroplasticidade, definindo a importância deste tema.


A neuroplasticidade é o nome dado à capacidade do cérebro em aprender e reprogramar, o que favorece o entendimento de que, da mesma forma que ocorre a aprendizagem e a tradução de experiências que podem trazer traumas e padrões de comportamento desajustados e patológicos, existe a possibilidade de, por meio da aprendizagem de técnicas e da alimentação da mente através de mensagens positivas, gerir a superação de traumas e a adoção de novas posturas perante as situações.

Desta forma, cabe o questionamento de como a neuroplasticidade contribui para melhorar o TAG?


A importância da neuroplasticidade possui relevância justificada pela definição de um processo de reabilitação neuropsicológica ou psicoterapia, que se baseia na capacidade de inserir modificações na estrutura do sistema nervoso, alterando as suas funções por meio de novos padrões de experiência, conjeturando efeitos que impactam na redução e minimização do Transtorno de Ansiedade Generalizada, com conceções e técnicas que favorecem avaliações a partir de perspetivas estruturais (configuração sináptica) ou perspetivas funcionais (modificação do comportamento).


Perante as considerações de que o cérebro deixa de ser considerado um órgão estático, com atividades pré-moldadas, estritamente sob a imposição genética, favorecendo a criação de novos circuitos e conexões neuronais no processo que responde aos estímulos e experiências, surgem novas possibilidades de intervenções, baseadas nas conquistas dos resultados alcançados por meio de mudanças funcionais.


Neste processo, surgem as possibilidades de recuperação e desenvolvimento de capacidades perdidas decorrentes de lesões, envelhecimento ou doenças, gerindo a utilização de estratégias para que com simplicidade, profissionais e pessoas comuns possam utilizar a plasticidade cerebral para assumir o controlo e melhorar a sua qualidade de vida.


O cérebro passa a ser programado para receber novas informações e realizar as mudanças necessárias, por meio de experiências e atividades vivenciadas e direcionadas, aprimorando capacidades, modificando a função cerebral composta por sinapses ou conexões neurais e selecionando as informações que formam as conexões que suportam o desenvolvimento de comportamentos e capacidades.


A obtenção de uma série de benefícios que alteram e regulam todo o funcionamento cerebral, passa a suprir novas operações de funcionamento dos mecanismos, melhorando e desenvolvendo capacidades e renovando todo o sistema cerebral, por meio de mudanças físicas e, consequentemente químicas, gerando uma complexidade de recursos cerebrais.



Drª Sofia de Matos Silva, Neuropsicóloga SH2Me Medicina Integrativa

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