As doenças crónicas degenerativas são caracterizadas pela ausência de regeneração dos sistemas acometidos e, devido ao seu efeito progressivo e severo, traduzem-se no sofrimento e incapacidade da população idosa. A segunda doença neurodegenerativa mais prevalente em idosos é a Doença de Parkinson (DP). De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1% da população mundial é diagnosticada com esta patologia (Silva & Carvalho, 2019).

A Doença de Parkinson (DP) surge quando os neurónios de uma determinada região cerebral, denominada substância nigra, morrem. Estes neurónios são responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que ajuda na passagem de mensagens entre as diversas áreas do cérebro que controlam o movimento corporal. Desta forma, a morte destas células traduz-se na diminuição da produção de dopamina, resultando em distúrbios ao nível do movimento.
Os principais sintomas são tremor, rigidez articular, bradicinesia (lentidão dos movimentos), défice de equilíbrio e alterações no padrão de marcha. São maioritariamente estas alterações motoras que levam a uma perda da autonomia, dependência nas atividades da vida diária (AVD), isolamento social e, consequentemente, uma redução da qualidade de vida. Os indivíduos com DP podem apresentar ainda hipersalivação, dores musculares, perda da motricidade fina, distúrbios cognitivos, tais como dificuldades de concentração e memória, ansiedade e depressão (Silva & Carvalho, 2019).
Para além do tratamento farmacológico, é necessário que o portador de DP possua um acompanhamento multidisciplinar ao nível da reabilitação, de forma a evitar uma rápida progressão da doença.
O paciente deve usufruir de intervenção em Fisioterapia, de acordo com as suas necessidades específicas. Os principais benefícios passam pela prevenção e redução da fraqueza muscular, manutenção das capacidades funcionais, melhoria do equilíbrio e do padrão de marcha, melhoria da capacidade aeróbica e promoção da autonomia.
Durante o plano de tratamento, é importante recorrer a diversos estímulos, sejam eles visuais, auditivos e somato-sensitivos, uma vez que facilitam os movimentos e auxiliam na adequação da marcha, através do aumento da passada e da redução da frequência dos “congelamentos” (perda de movimentos no momento de iniciar a marcha) (Santos et al., 2010).
Estima-se que cerca de 68% dos pacientes com DP apresentem quedas, sendo que 33% destes apresentam fraturas ósseas com necessidade de internamento hospitalar. Por este motivo, todo o plano de intervenção terá como propósito melhorar a função (movimento de levantar, sentar e andar), evitar a incapacidade e prevenir o risco de queda (Santos et al., 2010).
Na NeuroVida Évora desenvolvemos programas de intervenção multidisciplinar e contamos com uma equipa de profissionais especializados. Contacte-nos, pois estamos disponíveis para o(a) ajudar!
Mónica Calha, Fisioterapeuta NeuroVida Évora
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