Diversos estudos têm demonstrado que o exercício físico melhora e protege a função cerebral. Falemos, então, sobre “mente sã em corpo são”.

O exercício e o treino físico são conhecidos por promover diversas alterações, incluindo benefícios cardiorrespiratórios, aumento da densidade mineral óssea e diminuição do risco de doenças crónicas e degenerativas. Recentemente outro aspeto tem ganhando notoriedade: trata-se da melhoria na função cognitiva.
Embora haja grande controvérsia, diversos estudos têm demonstrado que o exercício físico melhora e protege a função cerebral, sugerindo que pessoas fisicamente ativas apresentam menor risco de serem acometidas por perturbações mentais em relação às sedentárias. Isto mostra que a participação em programas de exercício físico acarreta benefícios na esfera física e psicológica e que, provavelmente, indivíduos fisicamente ativos possuem um processamento cognitivo mais rápido.
Embora os benefícios cognitivos do estilo de vida fisicamente ativo pareçam estar relacionados ao nível de atividade física regular, ou seja, exercício realizado durante toda a vida, sugerindo uma “reserva cognitiva”, nunca é tarde para se iniciar um programa de exercício físico. Desta forma, o uso do exercício físico como alternativa para melhorar a função cognitiva parece ser um objetivo a ser alcançado, principalmente em virtude da sua aplicabilidade, pois trata-se de um método relativamente barato, que pode ser direcionado a grande parte da população.
Neste seguimento, tendo em conta que a prática de exercício físico ajuda a manter a temperatura corporal e assim evitar as dores provocadas pelo frio, para além de combater o sedentarismo, a mobilidade ajuda na promoção da função cognitiva. Nunca a máxima “mente sã em corpo são” fez tanto sentido.
Drª Sofia de Matos Silva, Neuropsicóloga SH2Me Medicina Integrativa
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