A lombalgia define-se como a dor na coluna lombar, região compreendida entre as últimas costelas e a linha glútea.

É considerada um sintoma e não uma doença, o que significa que pode manifestar a presença de diversos quadros clínicos. Pode resultar de lesões músculo-esqueléticas, inflamações, neoplasias ou infeções. Contudo, quando denominada lombalgia inespecífica, é habitualmente de natureza mecânica.
A lombalgia pode ser classificada em aguda, subaguda ou crónica. Sempre que a lombalgia se mantém mais de 12 semanas, define-se como lombalgia crónica.
As lombalgias crónicas surgem, por norma, a partir de um efeito cumulativo de vários fatores de risco, entre eles: fatores individuais (idade, profissão, obesidade, tabagismo), fatores genéticos, fatores físicos (atividade profissional, postura, mecânica corporal, hábitos de exercício físico) e fatores psicossociais (satisfação laboral, stress, depressão).
São vários os estudos que vêm constatar a associação da lombalgia crónica a sintomas depressivos. Se por um lado a depressão pode ser fator de risco para a lombalgia, também esta pode ser considerada fator de risco para a depressão.
A depressão é definida e diagnosticada pelo Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-V) como uma doença mental que pode levar ao agravamento de doenças crónico-degenerativas ou incapacitantes e que comprometem a qualidade de vida de um indivíduo. A perda de interesse em atividades da rotina diária, perda de apetite, dificuldade em adormecer, aumento da irritabilidade, da ansiedade e da ideação suicida, são alguns dos principais sintomas depressivos que podem surgir (Donatti et al., 2019).
A frequência de depressão em pacientes com lombalgia crónica é, aproximadamente, três a quatro vezes superior do que a encontrada na população geral. Surge, por norma, por volta da terceira e quarta décadas de vida, com maior prevalência no sexo feminino (Antunes et al., 2010).
A depressão é o quadro emocional mais frequente em indivíduos com dor crónica, sendo que existem evidências de que se relaciona com a intensidade da dor. Quanto maior a dor, menor será a aptidão do indivíduo para o movimento, ocasionando um quadro de incapacidade. Por sua vez, é a incapacidade que reduz o movimento e que, consequentemente, despoleta a dor, que pode dar origem a sintomas depressivos, tornando-se assim num clico vicioso.
Os sintomas depressivos, associados à lombalgia crónica, levam à presença de dificuldades no desempenho das atividades da vida diária e à restrição da participação social, diretamente relacionadas com a diminuição da qualidade de vida e o crescimento da utilização de recursos de saúde (Donatti et al., 2019).
O tratamento da lombalgia associada à depressão exige uma abordagem biopsicossocial, a partir do trabalho de uma equipa multidisciplinar, que procura uma redução da dor, da incapacidade física e da sintomatologia depressiva do indivíduo.
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Mónica Calha, Fisioterapeuta NeuroVida Évora
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