O desenvolvimento infantil tem o seu início na vida intrauterina, numa correlação entre vários fatores que vai desde a maturação neurológica, ao crescimento físico e à aquisição de várias de inúmeras competências relacionadas com o domínio cognitivo, afetivo e social da criança (Serrano & Luque, 2015). O desenvolvimento global da criança depende da relação estabelecida entre caraterísticas genéticas (hereditárias), das experiências vividas e do ambiente onde a criança está inserida (Serrano & Luque, 2015).

O desenvolvimento motor global (sentar, gatinhar, andar,…) é facilmente observado por outros e retrata a nossa capacidade para realizar movimentos com o todo o corpo. Deste modo, é o maior foco das pessoas quando lhes perguntamos sobre o desenvolvimento da criança (- Pais como têm sido as aquisições do vosso filho? Como tem sido o seu desenvolvimento?; - Tem corrido bem! Começou a sentar-se por volta dos 5 meses, gatinhou aos 9 meses e iniciou os primeiros passos com 13 meses). Raramente, nas experiências relatadas, surge o facto de quando a criança começou a agarrar nos objetos ou quando começou a manipulá-los. No entanto, sabemos que, segundo Serrano e Luque (2015), a coordenação óculo-manual (competência que é necessária para agarrar nos objetos e manipulá-los) “representa a atividade mais frequente e mais comum no ser humano”.
Posto isto, é obrigatório falarmos de desenvolvimento motor fino (motricidade fina). O desenvolvimento motor fino é extramente importante para as aquisições da criança, pois é este que é responsável pela forma como utilizamos os nossos braços, mãos e dedos. Vários autores referem que uma das capacidades que nos distingue de outras espécies animais é a capacidade de preensão que desenvolvemos aos longos dos anos, sendo que essa capacidade foi algo que nos fez evoluir do ponto de vista de exploração e alcance dos objetivos.
O desenvolvimento da motricidade fina ou competências manipulativas são cruciais para a interação que a criança irá estabelecer com o meio. A motricidade fina é estimulada através do alcançar, agarrar, carregar e largar objetos, uso bilateral das mãos e manipulação de objetos. Existe, ainda, associada à motricidade fina a destreza manual. A destreza manual diz respeito à capacidade de se proceder à realização de pequenos gestos com as nossas mãos, de forma precisa, eficiente, com acuidade e sem grande esforço. (Serrano & Luque, 2015)
Para estimular o domínio das competências manipulativas/motricidade fina, podemos solicitar que a criança pinte dentro do contorno da imagem, utilize uma tesoura para recortar, abotoar/desbotoar botões, colher com talheres, colar e pegar um lápis.
Neste regresso às aulas, caso identifique que o seu filho, a sua filha, neto, sobrinha ou aluno tem alterações ao nível da motricidade fina, não hesite em contactar a SH2Me. Na SH2Me estamos cá por si, com o objetivo de alcançar as suas metas.
Rosa Nunes, Terapeuta Ocupacional SH2Me Medicina Integrativa
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