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O fim das férias e o regresso ao ativo

Atualizado: 16 de set. de 2021

Com o final das férias e/ou do verão, chega o confronto com o regresso ao ativo, seja pela via do trabalho ou das aulas. Sente que chegou o fim do descanso, da diversão e do convívio?


O stress relacionado com a atividade laboral, típico desta altura do ano, alcança números que aumentam todos os anos na europa. Estes níveis de ansiedade elevados estão frequentemente relacionados com volume de trabalho acumulado, necessidade de estar constantemente ligado ao computador e pressão para atingir objetivos. Já o stress relacionado com o regresso às aulas, está frequentemente relacionado com a imposição de

horários e obrigações a cumprir, bem como com o afastar de atividades lúdicas e descanso.

 

Este é um problema que pode conduzir a diversas situações como depressão, ansiedade, doenças cardiovasculares, má gestão do sono e problemas digestivos, entre outros.


O verão no nosso hemisfério é a estação mais quente.

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), todos os seres vivos, incluindo o ser humano, são fortemente influenciados por muitos aspectos da natureza.


O verão em MTC também significa calor ou fogo e por isso, está associado à sensação de calor, de rapidez e, em particular, à sensação de movimento, liberdade e felicidade. É por isso que quando se aproxima o outono, o ser humano sente a chegada de uma certa tristeza que não se resume apenas a uma “tristeza pós-férias”, porque tem de voltar ao trabalho.


Segundo a MTC, este é um momento em que o organismo sofre transformações de adaptação à mudança que utilizam a última energia abundante, própria do verão e se prepara para armazenar energias para o inverno que virá. No fim do verão, o corpo inicia um processo de arrefecimento energético havendo naturalmente, menos movimento. Esta é uma época instável por ser a transição entre o verão e o outono. Isto é, no fim do verão,

chega a momento de “aterrar”.


É necessário reiniciar um processo de fazer tudo mais devagar, estar um pouco sozinho, cuidar de si próprio, da alimentação, do sistema digestivo, da tranquilidade, deitar mais cedo. Há que parar para refletir na reorganização das casas, escritórios e calendários, bem como, olhar para os próximos meses com um sentimento de “ano novo” de metas para relacionamentos, família, saúde, estudos, etc.


Em termos de saúde, assim como a Natureza depende da “Mãe Terra” para seu sustento, também o ser humano, conta com o sistema digestivo para suporte central da sua saúde emocional e física. Tudo o que pedimos ao nosso corpo para digerir, desde os alimentos que comemos, passando por todas as coisas que vemos ou ouvimos e as emoções que sentimos e experimentamos necessita de energia do “centro”. Assim, para a MTC, manter a energia do estômago do baço e do pâncreas equilibrada, fornece uma base sólida para a saúde mente-corpo-espírito.


Ora, toda esta ligação da atividade do corpo humano e sua relação com a natureza, num momento onde a harmonia e portanto a saúde do organismo, necessita de iniciar um processo de abrandamento de atividade, é colocada em confronto com o regresso ao trabalho e às aulas.


De facto, o corpo necessita de um comportamento em harmonia com a natureza, o qual é completamente contrário ao comportamento solicitado pela sociedade, onde lhe é pedido para trabalhar; comer menos bem ou à pressa; é pressionado para atingir objectivos, é confrontado com uma sobrecarga de tarefas acumuladas, é pressionado para cumprir rotinas e obrigações completamente novas, etc.


Em suma, os problemas de stress, ansiedade, más digestões, dores de cabeça, etc, sentidos nesta época do ano, não são apenas porque o ser humano vê o fim da época de diversão e lazer chegar ao fim, mas também, porque à luz da MTC são gerados um conjunto de desequilíbrios entre aquilo que o organismo necessita para se manter em harmonia com a natureza e aquilo que lhe é solicitado pela vida em sociedade. Estes desequilíbrios são

uma das principais causas dos problemas de saúde do fim de verão e regresso ao ativo.


Recorrendo à MTC, é possível então uma compreensão mais global do problema em causa e uma proposta terapêutica adequada a cada caso.

O especialista em MTC recorre a diversas abordagens terapêuticas, sempre com o objectivo final de promover o equilíbrio entre o organismo, a natureza e a sua integração na vida profissional ou escolar.


Entre as diversas abordagens, conta-se por exemplo com: acupunctura (com ou sem agulhas); recomendações alimentares e de exercício físico; suplementação fitoterápica ou moxibustão, entre outras, variando de acordo com as necessidades e particularidades de cada pessoa.



Prof. Doutora Elsa Sampaio, Especialista em Medicina Tradicional Chinesa SH2Me Medicina Integrativa


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