
A perspetiva de que que o nosso sistema imunológico é um sistema independente e exclusivamente químico está completamente abandonada nos dias de hoje. A orientação atual é para uma perspetiva integrada em que se reconhece que o sistema imunológico está integrado com outros sistemas sendo sensível à regulação do sistema nervoso, ficando assim reconhecida a importância do funcionamento cognitivo e emocional na eficiência do sistema imunológico.
É baseada nesta perspetiva que nasce o conceito de “psiconeuroimunologia”, dedicando-se ao estudo das relações entre os stressores psicoemocionais e os sistemas neuroimunológicos que modulam as nossas respostas adaptativas às situações de stress. A premissa base é que quanto mais stressores estiverem presentes na vida do sujeito, menor será a capacidade de resposta do seu sistema imunológico e, consequentemente, maior a suscetibilidade à doença. Num sentido mais lato podemos afirmar que é do interesse dos profissionais estudar e compreender a razão pela qual os acontecimentos de vida e as emoções afetam a saúde física.
O esquema seguinte ilustra precisamente a conceção atual da psiconeuroimunologia quanto às relações entre acontecimentos de vida e a suscetibilidade à doença.

As mais recentes investigações comprovam as consequências negativas do stress, emoções negativas, estilos de personalidade e isolamento social no sistema imunológico. A forma como o indivíduo interpreta e integra as experiências negativas pode ser comprometedor do bem-estar psicológico e da saúde em geral.
Se, por um lado, o stress está relacionado com problemas imunológicos, parece evidente que a utilização de estratégias para reduzir os níveis de stress e ansiedade (por exemplo psicoterapia) terá um efeito positivo e protetor no sistema imunológico.
Drª Sofia de Matos Silva, Neuropsicóloga NeuroVida Évora
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